Como escolher um software PLM para a indústria de alimentos: 10 critérios

Mesa de reunião de uma equipe de P&D de alimentos com fichas de receita impressas e potes de ingredientes, cozinha piloto ao fundo

Escolher um software PLM para alimentos não se resume a comparar funcionalidades. Vários critérios entram em jogo, conforme as necessidades da sua empresa: formulação, cálculo nutricional, gestão de alérgenos, conformidade regulatória, colaboração com fornecedores etc. Como comparar as soluções e identificar a que corresponde à sua organização? Veja dez critérios a examinar.

Dez critérios para comparar

1. Formulação em vários níveis, com rendimentos e perdas

Verifique se uma receita aceita semiacabados em vários níveis e se rendimentos, perdas de processo e perda de umidade no cozimento entram nos cálculos.

Pergunta a fazer: Cadastre uma das nossas receitas com um semiacabado e uma perda no cozimento, depois mostre o peso final e o custo.

2. Rotulagem nutricional calculada para cada mercado

A tabela nutricional e a lista de ingredientes devem sair da receita, no formato de cada mercado. No Brasil, a RDC nº 429/2020 e a IN nº 75/2020 da ANVISA definem a tabela de informação nutricional e a lupa frontal «ALTO EM» (veja nosso artigo sobre a rotulagem nutricional ANVISA). Para exportar: 21 CFR 101.9 nos Estados Unidos e Regulamento (UE) nº 1169/2011 na União Europeia.

Pergunta a fazer: Gere a tabela brasileira e a tabela de outro mercado para o mesmo produto, depois altere uma quantidade.

3. Alérgenos, incluindo a contaminação cruzada

Os alérgenos devem subir das matérias-primas até o produto acabado. No Brasil, a RDC nº 727/2022 exige a advertência «ALÉRGICOS: CONTÉM…» para a presença intencional. A advertência «ALÉRGICOS: PODE CONTER…» só pode ser usada depois da adoção de um Programa de Controle de Alergênicos (veja nosso artigo sobre a rotulagem de alérgenos). O software deve, portanto, separar o alérgeno ingrediente da contaminação cruzada numa linha ou numa planta.

Pergunta a fazer: De onde vem o alérgeno deste produto, e como é tratada a contaminação cruzada de uma linha de produção?

4. Especificações e fichas técnicas de clientes

Varejistas e clientes podem impor requisitos específicos sobre a composição, as características ou a rotulagem dos produtos. O PLM deve verificar esses requisitos durante a formulação e gerar a ficha técnica no modelo do cliente.

Pergunta a fazer: O que acontece quando uma receita deixa de atender a um requisito do cliente?

5. Listas regulatórias por país e por uso

Um aditivo permitido numa categoria de alimentos pode ser proibido em outra, ou em outro país. Quem exporta precisa da verificação para cada mercado de destino.

Pergunta a fazer: Quem mantém as listas regulatórias, quais países elas cobrem hoje, e é possível ver as referências regulatórias associadas aos resultados?

6. Dados de embalagem e PPWR europeu

O software deve permitir centralizar os dados de embalagem (materiais, pesos, composição, reciclabilidade) e usá-los para atender às diferentes exigências regulatórias. No Brasil, isso inclui a logística reversa prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). Se você exporta para a Europa, inclui também o Regulamento (UE) 2025/40 sobre embalagens (PPWR), que se aplica desde 12 de agosto de 2026.

Pergunta a fazer: Mostre a lista de materiais de embalagem de um produto acabado e o cálculo da sua reciclabilidade.

7. Portal de fornecedores

Um portal evita redigitar as fichas técnicas dos fornecedores e acompanha a validade dos certificados.

Pergunta a fazer: Como um fornecedor responde a um questionário, e o que acontece quando o certificado dele vence?

8. Projetos de desenvolvimento e workflows

Verifique se projetos, tarefas e aprovações ficam na mesma ferramenta que os dados de produto.

Pergunta a fazer: Mostre um projeto típico, do briefing de marketing à aprovação do cliente.

9. Integração com ERP, GS1 e outros sistemas

A receita aprovada deve seguir para o ERP sem redigitação, e os dados de produto para os catálogos GS1.

Pergunta a fazer: Quais conectores vêm no padrão, e a API tem documentação pública?

10. Implantação, propriedade dos dados e custo total

Compare SaaS e instalação nos seus servidores, local de hospedagem, exportação completa dos dados e modelo de licença. Peça o custo em cinco anos (licenças, implantação, suporte) e o prazo para entrar em produção num primeiro escopo.

Pergunta a fazer: Podemos exportar todos os nossos dados, em qual formato, e o que está incluído no preço proposto?

Tabela-resumo

CritérioPor que importaPergunta a fazer
Formulação em vários níveisCusto e peso corretosMostre uma receita com semiacabado e perda no cozimento.
Rotulagem nutricionalUm rótulo conforme por mercadoGere as tabelas do Brasil e de outro mercado para o mesmo produto.
AlérgenosSegurança do consumidor, recolhimentosDe onde vem este alérgeno, e a contaminação cruzada?
Especificações de clientesExigências do varejoO que acontece quando um requisito não é atendido?
Listas regulatóriasAcesso aos mercadosQuem as mantém, e para quais países?
Embalagens e PPWRObrigações no Brasil e na exportaçãoMostre a reciclabilidade de um produto acabado.
Portal de fornecedoresDados confiáveis, sem redigitaçãoO que acontece quando um certificado vence?
Projetos e workflowsPrazo de lançamentoMostre um projeto do início ao fim.
IntegraçãoSem dupla digitaçãoQuais conectores padrão, qual API?
Implantação e custoIndependência e orçamentoO que está no preço, e recuperamos nossos dados?

Como o beCPG atende a esses critérios

O beCPG é um software PLM de código aberto para alimentos e cosméticos, desenvolvido desde 2010. A formulação gerencia receitas em vários níveis com semiacabados, rendimentos, perdas, overrun e umidade. Ela calcula custos, valores nutricionais, alérgenos, lista de ingredientes e alegações. As tabelas nutricionais são geradas nos formatos oficiais da UE, da FDA e da Health Canada. Os alérgenos distinguem a presença intencional da contaminação cruzada.

Lista de composição de uma bomba (éclair) no beCPG: semiacabados massa choux e creme de confeiteiro, matérias-primas, quantidades usadas, peso, rendimento e perda
Uma receita em vários níveis no beCPG: semiacabados, matérias-primas, quantidades, rendimentos e perdas.

As especificações dos clientes são verificadas durante a formulação, e as fichas técnicas são geradas no idioma do destinatário. A visão regulatória dá um resultado por país e por uso, com a norma que o justifica. As embalagens trazem a classe de reciclabilidade do PPWR. O portal de fornecedores, os projetos e os workflows ficam na mesma plataforma.

Para a integração, o beCPG oferece uma API REST, um conector SAP, um conector GS1 GDSN e um conector CSV configurável. Ele roda em SaaS, hospedado na Europa ou nos Estados Unidos, ou nos seus próprios servidores; a edição community é distribuída sob a licença GNU LGPL v3. Teste grátis por 30 dias ou solicite uma demonstração com os seus produtos.

Fontes

Perguntas frequentes

Quando uma indústria de alimentos precisa de um software PLM?

Quando as planilhas já não dizem quais produtos uma alteração afeta. Isso costuma acontecer a partir de algumas dezenas de receitas, ou assim que você vende com várias marcas, em marca própria ou em vários países.

Qual é a diferença entre PLM e ERP na indústria de alimentos?

O PLM define o produto: receita, especificações, rotulagem, embalagens e versões. O ERP o executa: compras, estoque, ordens de produção e vendas. Os dois trocam a receita aprovada e os custos. Veja nosso artigo (em inglês) PLM vs ERP: who owns which product data?

Quanto tempo leva para entrar em produção?

Depende do escopo e da qualidade dos seus dados. Comece por uma linha de produtos e sua rotulagem, depois amplie, e peça a cada fornecedor um cronograma com custos.

PLM para alimentos em nuvem ou instalado na empresa?

A nuvem elimina a gestão da infraestrutura e das atualizações. A instalação própria atende a uma exigência de hospedagem interna. Nos dois casos, verifique se é possível exportar todos os seus dados. Saiba mais na página software PLM para a indústria de alimentos.

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